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Mostrando postagens de agosto, 2023

Retorno

Amanhã retorno a consulta, e eu queria ter alguma novidade boa entre os dias em que se passaram. Porém, retorno sem notícias... Fui diagnosticada há 5 anos atrás com transtorno bipolar, aonde tenho várias oscilações de humor durante os dias, muitas vezes digamos que estou numa montanha russa, sobe e desce a todo momento e o público sou eu e as pessoas que convivem e lidam comigo. Quase sempre não é fácil, tento ser menos explosiva possível ou até mesmo parar de reclamar sobre coisas do cotidiano, mas não sei viver sobre rotinas, a rotina é algo entediante para mim. Muitas vezes não termino cursos, costumo mudar de empregos como se fosse de roupas, e entendo que isto é algo completamente ruim, mas não sei lidar. E neste meio tempo, estou passando por um crise de depressão, devido não só pelo meu trabalho mas também pelo transtorno em qual eu tenho, por um transtorno que pode ter sido causado pelos traumas de infância, e hoje não tem cura. O tratamento, bem... Eu queria chegar amanhã e d...

O anoitecer adentro

O final de semana nunca foi meu forte, entendo que para muitos assalariados é período de descanso, passeio com a família, hora de colocar os afazeres em dia. Porém, a sexta-feira me traz nostalgia... Segunda a quinta-feira costumava passar com meus pais, era uma bola de neve a minha vida com eles, e a minha história com o decorrer do tempo vocês também verão, mas as sextas quase sempre minha tia me buscava pra passar os finais de semanas com ela, sábado era dia de piquenique, brincadeira com as crianças na rua, alugar filme na locadora e assistir comendo bobeiras. O domingo, bem... ali era o que mais me pegava de jeito, sempre era almoço em família, churrasco ou algo que todos fossem comer, e ali no fim da tarde voltava para a loucura da minha vida. E sabe, até hoje odeio finais de semana principalmente domingos a noite, era quando a minha alegria se tornava tristeza, e se eu pudesse voltar no tempo pra poder avisar sobre os traumas causados nos dias de hoje, voltaria e bateria na tecl...

Dias emoldurados

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  O desejo é algo limitado a aqueles que se perdem sobre a solidão, entendo e digo sobre isto porquê vivo todos os meus dias sobre o anseio. Vamos lá, lembra do meu texto anterior em que refletíamos sobre memórias olfativas? Bem, ali era o começo de uma pequena história, aonde cheiros foram até mesmo associados a traumas. Acredito que sempre meu erro foi a memória de elefante, trazendo para algo mais simplificado, uma memória antiga, o cheiro de amaciante da roupa de minha tia era algo não tátil mas trazia conforto, e na época era ali que fugia quando tudo estava errado. Mas a descoberta do milênio é que tudo estava errado quase sempre, a dor sempre foi constante e o vazio gigantesco, minha mãe sempre exagerou no modo ruim de minha criação, neste meio dos aromas, dos dias, dos climas, do decorrer da vida  E sabe, o desejo se torna insuficiente, a cabeça vive num looping bem de fundo com a Dory (Procurando Nemo) falando "Continue a Nadar".

O olfato aguça a alma

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Você já teve memórias olfativas?  Lembro-me ainda pequenina que o cheiro era um dos sentidos mais aguçados e de extrema importância para mim, sabia que estava prestes a chover quando sentia de fundo cheiro de terra molhada, pois morávamos em frente uma pracinha que se fazia presente antes mesmo de ter nascido. Gostava também do cheiro de sexta-feira, quando sabia que ao acordar lá pelas 8hrs da manhã teria uma feira exposta na rua com suas barracas de doces, verduras e a barraca de pastel.. Ah, a barraca de pastel era do meu cheiro preferido, era ali que eu sabia que meu final de semana iria começar. Digo, a memória olfativa tem certa conciliação ou até mesmo ligação com memória fotográfica, trazendo a nós alegria ou tristeza, uma memória concretizada.